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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Artigo Publicado!


É com muita alegria que compartilho com vocês a publicação do nosso artigo! Agradeço a todos os colaboradores!!

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/jcpe.12097/abstract

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Você se comporta bem no Consultório do seu Dentista?


Aviso Importante aos Leitores
O Blog “Saúde Periodontal, Periodontite e Gengivite” mantido pela Cirurgiã Dentista Thais Gonçalves Zillo tem como finalidade esclarecer e educar a população sobre os assuntos Odontológicos de relevante interesse da coletividade. Não visamos autopromoção ou sensacionalismo, preservando a ética e o decoro da profissão, razão pela qual não fornecemos consulta, diagnóstico ou prescrição de tratamento, tampouco emitimos opinião sobre tratamento realizado por terceiros. Destacamos que a Odontologia é uma profissão que se exerce, em benefício da saúde do ser humano e da coletividade, sendo considerada como uma ciência de meios e não de resultado, uma vez que cada paciente possui particularidades que interferem diretamente na técnica empregada pelo Cirurgião Dentista e no sucesso do tratamento executado. Dessa forma, orientamos que havendo dúvidas sobre a sua saúde bucal ou quanto ao seu tratamento odontológico, que seja consultado o seu Cirurgião Dentista.


Tem certeza que você se comporta bem no Consultório Odontológico? Vamos fazer um pequeno teste?
Para cada SIM, some 3 pontos e vamos ver o resultado no final da postagem!

1. Você pede receita de medicamento que o seu médico prescreveu?
Apenas o seu médico pode receitar medicamentos para problemas médicos. Apesar do carimbo do cirugião dentista permitir a prescrição de todo e qualquer medicamento, isso não lhe dá competência para fazê-lo. Se o medicamento terminou, retorne em consulta com o médico, para que ele possa prescrever (ou não) o medicamento para você.

2. Você pede atestado, mesmo quando não precisa se afastar das atividades?
Um atestado fornecido pelo cirurgião dentista é um documento aceito legalmente, portanto deve transmitir a verdade. Não peça atestados falsos, ou inverossímeis! Se for necessário jamais será recusado o direito de obter um atestado, mas caso contrário, o cirurgião dentista poderá (e deverá) negar-se a fornecer esse documento.

3. Você faz comentários desagradáveis na sala de espera?
Por motivos muitas vezes alheios a vontade do cirurgião dentista, seu tratamento pode ter sido incômodo, doloroso, demorado, caro ou tudo junto, mas falar sobre isso na sala de espera pode assustar um paciente que está indo ao consultório pela primeira vez e que não conhece o cirurgião dentista ainda. Sabe o que você acabou de fazer? Levou medo, ansiedade e expectativas ruins para uma pessoa. O que você ganhou com isso? Nada. Seja discreto, se houver alguma insatisfação fale ao seu cirurgião dentista e somente à ele. Particularidades do seu tratamento não devem ser partilhadas na sala de espera com outros pacientes.

4. Você atende o telefone celular durante a consulta?
O cirurgião dentista tem uma agenda, com tempo programado para cada paciente. Se você atende o celular, alguns minutos de consulta são perdidos, podendo se acumular gerando atrasos no atendimento e bagunça na agenda. Deixe seu celular no modo silencioso e evite atender ligações durante a consulta. Desse modo, você coopera com a pontualidade do seu cirurgião dentista.

5. Você chega atrasado à consulta?
Você pode me dizer que nunca é atendido no horário e por isso não se esforça para ser pontual. Normalmente, programa-se a agenda de acordo com o procedimento planejado para cada paciente. Não é raro nos depararmos com imprevistos e o procedimento ser mais demorado que imaginávamos. Isso gera atrasos acumulados com o tempo em que eventualmente esperamos outro paciente chegar. Seja pontual, mesmo que seu cirurgião dentista esteja atrasado com frequencia, chegar no horário pode ajudar a ajustar a agenda e até te colocar no horário anterior ao seu, caso o outro paciente se atrase muito ou falte à consulta. Por falar em faltas...

6. Você falta às consultas?
O maior problema na agenda de um cirurgião dentista é faltas. A agenda fica preenchida, o paciente não comparece e aquele que está precisando do horário não tem como ter sua consulta adiantada.  Claro que imprevistos acontecem, mas se puder avisar que não comparecerá à consulta com antecedência de pelo menos 24 horas, melhor. Assim a agenda pode ser preenchida e os tratamentos agilizados.

7. Você faz da cadeira odontológica um divã de analista? 
Mesmo quando muito educado e atencioso, o cirurgião dentista não é psicólogo, psiquiatra ou analista. Pode ser um bom amigo, mas ele está em horário de trabalho. Se quiser bater um papinho, deixe para o final da consulta e certifique-se que não há ninguém esperando, para não gerar os tão odiados atrasos no atendimento.

8. Você pede aquela famosa "olhadinha" para seu acompanhante?
Aquele tempo da "olhadinha" que você acha que não custa nada para seu cirurgião dentista, custa muito caro. O cirurgião dentista vive de odontologia, ele  tem despesas e paga contas, igual a qualquer outro trabalhador. Para fazer um diagnóstico e planejar um tratamento, o cirurgião dentista estudou e investiu na sua eduação, fazendo cursos e participando de congressos e encontros. Além disso, o consultório tem um custo elevado que é pago pelo cirurgião dentista através da sua produtividade. Além de ser infração ética, essa gratuidade para você gera uma conta que é paga por alguém: seu cirurgião dentista. Agende e pague pela consulta de diagnóstico. O seu cirurgião dentista é um profissional em que você confia, valorize seu trabalho.

9. Você permite que seu filho mexa em tudo no consultório?
Muitas vezes é necessário levar os filhos para o consultório, quando não há alguém para cuidar. Mas é fundamental controlar o comportamento da criança. Não permita que a criança bagunce ou quebre coisas no consultório. Não espere que a secretária, auxiliar ou o próprio cirurgião dentista chame a atenção da criança. Se seu filho for agitado, leve algo para distrai-lo. O ideal é não levar a criança se não houver outro adulto para cuidar.

Agora, some os pontos e vamos ao resultado:

Nenhum Ponto? Parabéns!!!! Você é o paciente-modelo!!
3-9 Pontos: De uma maneira geral, você se comporta bem. Provavelmente não tenha percebido um ou outro comportamento inadequado, mas a partir de hoje vai se esforçar para corrigir, certo?
12-18 Pontos: Tsi tsi tsi... Você não se comporta bem! Mas agora você já sabe o que fazer para se tornar um paciente-modelo, não é mesmo?
21-27 Pontos: Xiii, péssimo, hein?! Vamos rever o comportamento e ajudar o cirurgião dentista a trabalhar de forma tranquila?

Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.




segunda-feira, 23 de julho de 2012

Higiene Bucal no Tratamento Periodontal

Aviso Importante aos Leitores
O Blog “Saúde Periodontal, Periodontite e Gengivite” mantido pela Cirurgiã Dentista Thais Gonçalves Zillo tem como finalidade esclarecer e educar a população sobre os assuntos Odontológicos de relevante interesse da coletividade. Não visamos autopromoção ou sensacionalismo, preservando a ética e o decoro da profissão, razão pela qual não fornecemos consulta, diagnóstico ou prescrição de tratamento, tampouco emitimos opinião sobre tratamento realizado por terceiros. Destacamos que a Odontologia é uma profissão que se exerce, em benefício da saúde do ser humano e da coletividade, sendo considerada como uma ciência de meios e não de resultado, uma vez que cada paciente possui particularidades que interferem diretamente na técnica empregada pelo Cirurgião Dentista e no sucesso do tratamento executado. Dessa forma, orientamos que havendo dúvidas sobre a sua saúde bucal ou quanto ao seu tratamento odontológico, que seja consultado o seu Cirurgião Dentista.

O tratamento periodontal é geralmente iniciado pela etapa mais importante: Orientação de Higiene Bucal. Quase todos os pacientes higienizam a boca com a frequência adequada, de duas a três vezes por dia. Entretanto, a eficiência dessa higiene é baixa e por isso precisamos modificar as técnicas de escovação e corrigir hábitos. Em determinados locais, geralmente os mesmos locais, fatalmente encontramos maior acúmulo de placa, como na região "interna" dos dentes anteriores inferiores e na região externa dos dentes posteriores superiores. Essas regiões coincidem com a saída de dutos salivares e portanto maior exposição ao cálcio e fosfato da saliva e consequentemente, mineralizam mais rapidamente dando origem ao cálculo dental (ver postagem http://drathaisgoncalves.blogspot.com.br/2009/12/ok-mas-o-que-causa-inflamacao-na.html). O grande problema que ainda enfrentamos é inserir o fio dental na rotina diária dos pacientes, que resistem diante do "trabalho" de passar o fio. Mas quando vencida, torna-se quase um vício, pois sentimos a boca muito mais limpa com o uso frequente do fio dental.
Sua gengiva sangra toda vez que você faz " limpeza"? Será que você deu a devida atenção a Orientação de Higiene Bucal que seu dentista te deu? Pois é! De nada adianta realizar "limpeza" a cada 6 meses se o paciente não estiver comprometido com a sua higiene. "- Peraí, você está dizendo que não adianta ir ao dentista a cada 6 meses?". Sim, exatamente! A placa volta a se formar imediatamente, após 48 horas teremos a colonização bacteriana madura novamente e assim a gengiva não vai desinflamar. Se todas as vezes que você vai ao consultório fazer" limpeza" sua gengiva sangra, significa que você não está escovando os dentes e usando fio dental da maneira correta ou na frequencia adequada. Assim, a gengivite se perpetua e a " limpeza" de nada adianta. Valorize a orientação de higiene dada pelo seu dentista, tire dúvidas, pergunte, conheça sua boca! A visita regular ao Cirurgião Dentista é fundamental, pois assim o profissional tem oportunidade de checar a saúde e detectar de forma precoce qualquer alteração. Mas as orientações de higiene devem ser seguidas a risca e para não teremos um acompanhamento da doença e sim manutenção de saúde.
Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Creme dental não trata gengivite!


Aviso Importante aos Leitores
O Blog “Saúde Periodontal, Periodontite e Gengivite” mantido pela Cirurgiã Dentista Thais Gonçalves Zillo tem como finalidade esclarecer e educar a população sobre os assuntos Odontológicos de relevante interesse da coletividade. Não visamos autopromoção ou sensacionalismo, preservando a ética e o decoro da profissão, razão pela qual não fornecemos consulta, diagnóstico ou prescrição de tratamento, tampouco emitimos opinião sobre tratamento realizado por terceiros. Destacamos que a Odontologia é uma profissão que se exerce, em benefício da saúde do ser humano e da coletividade, sendo considerada como uma ciência de meios e não de resultado, uma vez que cada paciente possui particularidades que interferem diretamente na técnica empregada pelo Cirurgião Dentista e no sucesso do tratamento executado. Dessa forma, orientamos que havendo dúvidas sobre a sua saúde bucal ou quanto ao seu tratamento odontológico, que seja consultado o seu Cirurgião Dentista.



Esse artigo foi motivado pela indignação. Portanto, peço perdão aos leitores se me exaltar.

Tenho visto muitos comerciais de TV indicando cremes dentais como forma de tratar a gengivite. Não há evidências na literatura atestando a efetividade de creme dental no tratamento de gengivite. Ao contrário, desde quando observou-se que as bactérias que compõem a placa dental ficam organizadas em um massa aderida (chamada de biofilme), com diversas substâncias que lhes conferem proteção, os métodos químicos foram questionados. E descobriu-se que, na presença de biofilme, os métodos químicos NÃO SÃO EFICIENTES no controle da placa bacteriana. Nem mesmo os adorados bochechos são capazes de eliminar a placa. Placa bacteriana é removida por meios MECÂNICOS, como escovação (aí o papel principal é da escova de dentes e do fio dental) e profilaxia profissional com raspagem e polimento dos dentes. Os métodos químicos podem ser muito bem empregados no controle de placa quando os dentes encontram-se limpos, retardando a adesão de bacterias na superfície dos dentes. Ou em casos de impossibilidade de realização da higiene bucal como em pacientes hospitalizados ou com restrições motoras. Os cremes dentais são AUXILIARES da escovação e seu uso ou não nada interfere nos resultados, já que a escova e o fio dental são sufiencientes para completa limpeza dos dentes. E por fim, o cirurgião-dentista é o profissional apto a indicar o tratamento adequado para problemas gengivais, APÓS EXAME CLÍNICO DO PACIENTE, jamais de forma genérica, através da TV.

Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Aumento de Coroa Clínica (ACC)


Aviso Importante aos Leitores
O Blog “Saúde Periodontal, Periodontite e Gengivite” mantido pela Cirurgiã Dentista Thais Gonçalves Zillo tem como finalidade esclarecer e educar a população sobre os assuntos Odontológicos de relevante interesse da coletividade. Não visamos autopromoção ou sensacionalismo, preservando a ética e o decoro da profissão, razão pela qual não fornecemos consulta, diagnóstico ou prescrição de tratamento, tampouco emitimos opinião sobre tratamento realizado por terceiros. Destacamos que a Odontologia é uma profissão que se exerce, em benefício da saúde do ser humano e da coletividade, sendo considerada como uma ciência de meios e não de resultado, uma vez que cada paciente possui particularidades que interferem diretamente na técnica empregada pelo Cirurgião Dentista e no sucesso do tratamento executado. Dessa forma, orientamos que havendo dúvidas sobre a sua saúde bucal ou quanto ao seu tratamento odontológico, que seja consultado o seu Cirurgião Dentista.




Coroa dental é o termo técnico dado a parte do dente que fica visível na boca, sendo a raiz dental a parte que fica dentro do osso. Quando a coroa é parcial ou totalmente destruída, seja por cárie ou fratura, o Cirurgião Dentista pode expor partes do dente removendo cirurgicamente gengiva e osso alveolar. Portanto, o nome da cirurgia dá a sua definição: cirurgia de aumento de coroa clínica! O procedimento em si é feito com uso de bisturi para remoção da gengiva, cinzéis e/ou brocas para remoção de osso quando necessário e a cirurgia pode ser finalizada com suturas (pontos). Eventualmente, o Cirurgião Dentista pode cobrir a ferida com cimento cirúrgico. Podemos discutir o tópico "cimento cirúrgico" posteriormente.

Acredito que o ACC seja a rotina da maioria dos Periodontistas, pois tanto os Protesistas* como os Endodontistas** demandam muito frequentemente esse tipo de cirugia. Eventualmente os Ortodontistas*** também encaminham seus pacientes para o Periodontista melhorar o contorno gengival após o tratamento ortodôntico.

No caso dos Protesistas, a cárie ou uma fratura no dente podem ter destruído demasiadamente a coroa dental. Adicionalmente, o Protesista precisa adequar o dente danificado ao procedimento restaurador proposto e muitas vezes isso requer o desgaste de estrutura saudável. O resultado disso pode ser a perda parcial e até total da coroa dental. Na tentativa de obter um resultado natural mantendo o dente do paciente, o Protesista solicita ao periodontista o ACC. Para isso o Protesista confecciona, dentro do possível, uma restauração provisória - o famoso "provisório". O provisório serve para melhorar a condição gengival pois cárie, fraturas e trincas irritam a gengiva por acumular placa. Além disso é um "recado" para o Periodontista, que consegue entender o "desenho" da restauração final através desse "rabisco" e redefinir a anatomia periodontal de acordo com a necessidade protética. Dessa forma, provisório é provisório! Retorne sempre ao seu Cirurgião Dentista para realizar o procedimento restaurador adequado e "definitivo".

A demanda do Endodontista é muito menos exigente que do Protesista. De uma maneira geral, o Endodontista espera apenas poder isolar o dente apropriadamente, porque sem o isolamento a descontaminação do canal é praticamente impossível! Ai cabe ao Periodontista fazer seu trabalho com esmero, para manter a gengiva saudável durante tempo suficiente para terminar o tratamento de canal e iniciar a prótese. Concluído o canal, pode ser necessário novo ACC... fazer o que, né? Operar de novo! Isso não é razão para criticar o Periodontista. Após o tratamento Endodôntico, será feita uma restauração e dependendo do desenho da prótese ou restauração pode ser preciso expor ainda mais o dente.

A Ortodontia, assim como a Prótese, tem um compromisso estético no qual o Periodontista. O resultado do tratamento ortodôntico pode ser muito mais elegante com a ajuda do periodontista. Dentes perfeitamente posicionados clamam por um contorno gengival perfeito. Aí entra o Periodontista que pode dar contornos gengivais mais harmônicos, devolvendo proporções e simetrias, consequentemente, perfeição.

O ACC pode ser usado ainda para amenizar o chamado sorriso gengival. Nos casos de sorriso gengival, o dente fica escondido por um periodonto volumoso demais, e isso pode ser corrigido pelo ACC. Essa é uma condição que deve ser avaliada criteriosamente, pois nem todos os casos de sorriso gengival podem ser corrigidos cirurgicamente.

É redundante lembrar que a cooperação do paciente é fundamental. Os cuidados de higiene devem ser mantidos rigorosamente, pois o sucesso da cirurgia, assim como de todo e qualquer tratamento periodontal, depende da manutenção da saúde da gengiva, sempre livre do acúmulo de placa.

*Cirurgiões Dentistas especialistas, que realizam reabilitações através de próteses dentais
**Cirurgiões Dentistas especialistas que tratam o canal radicular
***Cirurgiões Dentistas especialistas que corrigem o mal posicionamento dental através de aparelhos ortodônticos


Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

Tratamento Periodontal

Aviso Importante aos Leitores
O Blog “Saúde Periodontal, Periodontite e Gengivite” mantido pela Cirurgiã Dentista Thais Gonçalves Zillo tem como finalidade esclarecer e educar a população sobre os assuntos Odontológicos de relevante interesse da coletividade. Não visamos autopromoção ou sensacionalismo, preservando a ética e o decoro da profissão, razão pela qual não fornecemos consulta, diagnóstico ou prescrição de tratamento, tampouco emitimos opinião sobre tratamento realizado por terceiros. Destacamos que a Odontologia é uma profissão que se exerce, em benefício da saúde do ser humano e da coletividade, sendo considerada como uma ciência de meios e não de resultado, uma vez que cada paciente possui particularidades que interferem diretamente na técnica empregada pelo Cirurgião Dentista e no sucesso do tratamento executado. Dessa forma, orientamos que havendo dúvidas sobre a sua saúde bucal ou quanto ao seu tratamento odontológico, que seja consultado o seu Cirurgião Dentista.



Eu imagino que deve ser difícil para um paciente entender qual o valor de uma "limpeza", o tempo que se leva, demorar tantas consultas e ainda terminar em cirurgia!! Por isso esse "post" tem o intuito de instruir o paciente que necessita de tratamento periodontal.

Basicamente, tanto a gengivite como a periodontite são causadas pela presença de bactérias na superfície do dente. Logicamente, o tratamento é remover essas bactérias. A diferença é o quanto essa "limpeza" se aprofunda dentro da "fenda" entre a gengiva e o dente.

Nos casos de gengivite, as bactérias e o cálculo dental ficam depositados apenas na porção do dente que nós conseguimos ver, o que chamamos de supragengival (ou seja, acima da margem da gengiva). Na periodontite, os depositos de bactéria e cálculo ficam, geralmente, tanto supragengival como abaixo da margem da gengiva (subgengival) e por essa característica que temos tratamentos diferentes.

Para tratar a gengivite e remover os depósitos supragengivais, geralmente os Cirurgiões Dentistas indicam como tratamento um programa de educação e higiene dental, associado a profilaxia profissional. Esse programa inclui sessões onde o profissional fornece educação em saúde bucal, ensinando o paciente a higienizar a boca (escovar dentes, usar fio, limpar a língua), instruindo sobre condições de saúde geral e habitos como o fumo, e remove a placa e o cálculo supragengival utilizando aparelhos como ultrasson, jato de bicarbonato, escovinha acoplada a peça de mão e instrumentos de raspagem manual como curetas e foices. Além disso, o Cirurgião Dentista pode propor retornos para reforçar as instruções de higiene, avaliar a eficiência dos cuidados caseiros e fazer novas profilaxias quando necessário. É de suma importância cumprir a agenda determinada pelo Cirurgião Dentista para que a saúde seja monitorada de acordo com a necessidade.

Para tratar a periodontite o Cirurgião Dentista precisa de todas as estratégias do tratamento de gengivite e muito mais conhecimento técnico e habilidade. Os depósitos subgengivais se espalham pela superfície das raízes do dente e da mesma forma que os depósitos supragengivais, precisam ser removidos. O procedimento de remoção dos depósitos se chama raspagem e alisamento radicular e o número de sessões depende da severidade da doença e número de dentes afetados. A anatomia das raízes dentais nem sempre é favorável à raspagem e frequentemente o acesso é muito difícil. O Cirurgião Dentista precisa de muita habilidade para raspar e ainda assim alguns locais de alguns dentes não desinflamam e, eventualmente, uma cirurgia de acesso a essa raiz é necessária. Alguns dentes tem duas ou mais raizes e quando a perda óssea atinge essa porção entre as raízes chamamos de lesão de furca. Geralmente, as lesões de furca são as áreas que não respondem bem ao tratamento. E depende muito do grau de lesão para escolher o tratamento mais adequado, desde um simples acesso para visualizar a região até técnicas radicais como amputação de uma das raízes. Em casos extremos, a extração do dente pode ser indicada por já não ter mais suporte ósseo devido ao avanço da doença.

Baseados nos mesmos princípios de remoção dos depósitos bacterianos, existem vários métodos e técnicas para tratar periodontite. Eu não ficaria surpresa se um paciente fosse examinado por 5 dentistas e cada um deles apresentasse um planejamento diferente. A escolha do melhor tratamento depende muito do estado de saúde do paciente e da habilidade e experiencia de cada periodontista. A única coisa que não muda é a necessidade do paciente aderir ao tratamento proposto. Modificar o comportamento do paciente é muitas vezes o maior desafio para o Cirurgião Dentista, que precisa da cooperação do paciente para restabelecer a saúde periodontal. No dia-a-dia o paciente deve seguir as instruções do Cirurgião Dentista para evitar novas inflamações e permitir o reparo das áreas lesadas pela doença. Por isso, a adesão do paciente ao tratamento é o fator mais importante para o sucesso!


Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

Meu dentista disse que eu tenho "perda óssea"!

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Alguns pacientes se apavoram ao ouvir a frase "você está com perda óssea". Outros nem se abalam, por não terem a menor noção do que essa frase quer dizer. Nesse "post" tentaremos esclarecer o real significado da expressão "perda óssea" tão usada pelos Cirurgiões Dentistas.

O dente fica inserido em uma cavidade ossea (chamada alvéolo) e preso ao osso por ligamentos fininhos. Logo acima desse osso fica a gengiva. Vamos lembrar de todo aquele processo de desenvolvimento da gengivite... Se as bactérias não forem removidas a irritação da gengiva não é cessada e pode progredir. Então imagine que a gengiva irritada, inflamada, vermelha, sangrante produz uma série de substâncias para eliminar as bactérias. Essas substâncias obviamente agridem as bactérias, mas também agridem o osso que fica abaixo da gengiva. O osso inflamado incia um processo de degradação que é mantido pela inflamação. Assim, o osso que sustenta o dente perde altura e o dente perde sua sustentação aumentando sua mobilidade. Em termos populares, o dente fica "mole" e isso é o que chamamos de perda óssea. Esse processo é acompanhado por sangramento espontaneo, ou durante a higiene e alimentação. Geralmente consegue-se perceber que a gengiva retrai, expondo a raiz do dente que não é vista em condições saudáveis. Os pacientes dizem que o dente "cresceu", porque com a perda em altura dessa cavidade óssea onde o dente se insere, juntamente com a mobilidade ocorre a saída parcial do dente do alvéolo e ainda a exposição da raiz do dente pela retração da gengiva. Esse é um quadro muito desagradável para os pacientes, além de comprometer a estética (imagine um dente mole, com gengiva inflamada, coberto de cálculo e placa bacteriana), o odor é horrivel, comprometendo também o convívio social!
Essa é uma condição indolor, a não ser que o paciente seja alertado por algum amigo ou parente sobre seu mal-hálito, ou que o Cirurgião Dentista dê o diagnóstico, dificilmente esse paciente se queixará antes de perder um dente por falta de suporte ósseo!

Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.