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terça-feira, 25 de maio de 2010

Apinhamento dental

Aviso Importante aos Leitores
O Blog “Saúde Periodontal, Periodontite e Gengivite” mantido pela Cirurgiã Dentista Thais Oliveira Gonçalves tem como finalidade esclarecer e educar a população sobre os assuntos Odontológicos de relevante interesse da coletividade. Não visamos autopromoção ou sensacionalismo, preservando a ética e o decoro da profissão, razão pela qual não fornecemos consulta, diagnóstico ou prescrição de tratamento, tampouco emitimos opinião sobre tratamento realizado por terceiros. Destacamos que a Odontologia é uma profissão que se exerce, em benefício da saúde do ser humano e da coletividade, sendo considerada como uma ciência de meios e não de resultado, uma vez que cada paciente possui particularidades que interferem diretamente na técnica empregada pelo Cirurgião Dentista e no sucesso do tratamento executado. Dessa forma, orientamos que havendo dúvidas sobre a sua saúde bucal ou quanto ao seu tratamento odontológico, que seja consultado o seu Cirurgião Dentista.



O apinhamento dental é uma condição relativamente comum, na qual os dentes se posicionam de forma inadequada pela falta de espaço. Popularmente ouvimos termos como dentes tortos ou montados. É muito comum na região anterior inferior (dentes da frente de baixo), principalmente durante a transição entre os dentes decíduos (ou dentes de leite) e os dentes permanentes porque a mandíbula da criança ainda é pequena em relação aos dentes permanentes que a acompanharão durante a vida adulta. Em muitos casos, quando a dentição permanente está completa e a mandíbula também completou seu crescimento, o apinhamento dental se resolve e os dentes ficam alinhados no arco dentário. Mas, eventualmente, a falta de espaço permanece e os transtornos também! Além de ser esteticamente desfavorável, não é fácil limpar os dentes apinhados. Nessa região de incisivos inferiores também já é comum o acúmulo de cálculo dental (chamado de tártaro na linguagem popular) e frequentemente observamos inflamação gengival. O apinhamento de dentes posteriores dificulta da mesma forma a higiene porque já não são facilmente visualizados pelos pacientes em condições normais, apinhados fica quase impossível limpar. O uso do fio dental é praticamente uma tortura e a escova não alcança toda a superfície dos dentes apinhados. Se você notou que seus dentes estão tortos ou desalinhados, consulte o ortodontista. O tratamento ortodôntico (aparelhos) posiciona os dentes corretamente e com alinhamento dos dentes a higiene é facilitada prevenindo doenças gengivais!

Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Escova de dentes: qual a melhor?

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A nossa rotina diária inclui a escovação dental, mas muitas pessoas ainda não sabem escolher a melhor escova. Saber escolher a escova correta é tão importamente quanto escovar corretamente os dentes. Esse "post" pode te ajudar a escolher a melhor escova:

A textura e qualidade das cerdas são importantes para evitar danos a gengiva e ao dente. Comumente vejo pacientes com higiene oral boa, mas com lesões causadas pela escovação! As escovas de cerdas médias e duras geram o desgaste da superficie dental e aparecimento de retrações gengivais. A mesma escova tão importante para manter os dentes limpos pode ser a vilã da história. Por isso é importante que a escova tenha CERDAS MACIAS e arredondadas, bem polidas. Se você usa próteses dentais a grampo removíveis (popularmente chamada de Roach) ou prótese total em acrílico em um dos arcos, remova a sua prótese para escovar os dentes e use duas escovas, uma escova macia para seus dentes e uma escova dura ou média para limpar a prótese.

As cerdas tendem a deformar com o uso, ao sinal de deformação troque a sua escova. O tempo médio de deformação é de 3 meses, mas em alguns casos em apenas 1 mês a escova se encontra totalmente deformada, devendo ser trocada.

O tamanho e formato da cabeça da escova também são muito importantes. As escovas com cabeça grande geralmente impedem a limpeza da região posterior da boca, principalmente atrás do último dente. Assim, quando mais delicada for a cabeça da escova, melhor. Escolha uma escova de CABEÇA PEQUENA. Algumas marcas atribuem número a escova. Nesses casos, a escova de cabeça pequena é a de número 30.

Para os pacientes em tratamento periodontal, exite a ESCOVA UNITUFO (ou bitufo), que tem a cabeça bem pequena e apenas um tufo de cerdas. Essa escova é excelente para limpar regiões de furca, raízes expostas e a região atrás do último dente. Ainda para os pacientes periodontais, pode ser indicada a ESCOVA INTERDENTAL, muito boa para limpar a região entre os dentes muito afastados e as áreas entre a gengiva e os dentes de próteses fixas.

Existem ainda escovas especiais. A escova para pacientes em tratamento ortodôntico tem um formato que facilita o encaixe nos brackets do aparelho, removendo a placa tanto dos dentes como do aparelho. Para os pacientes que passaram por cirurgias bucais, existem também escovas extra-macias, pouco traumáticas mas eficientes para limpeza de regiões recém-operadas.

As escovas elétricas também tem indicação precisa. Para pacientes com dificuldades motoras, a escova elétrica é indicada e funciona muito bem. Para pessoas sem motivação, que não gostam de escovar os dentes pode ser um "briquedinho" atraente, mas não é verdade que a eficiência da escova elétrica supera a escova convencional para pessoas com capacidade motora normal.

Na hora de escolher a sua escova leve também em consideração o preço. O fato é que escovas caríssimas e desenvolvidas com "alta tecnologia", da mesma forma que as escovas elétricas, são "brinquedinhos" ótimos para quem não gosta de escovar os dentes, mas não trazem benefícios adicionais. A escova comum faz o seu papel perfeitamente quando utilizada da maneira correta.

Lembrando... uma boa escovação não dispensa o uso do fio dental! Visite seu Cirurgião Dentista regularmente para garantir saúde!

Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Recobrimento Radicular

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A queixa mais comum dos pacientes que sofrem de periodontite é a raiz exposta resultante da perda óssea. A expressão mais usadas pelos pacientes é “meu dente cresceu”. De fato o dente pode sair do osso alguns milímetros, o suficiente para ser percebido. Porém, mais frequentemente o osso e a gengiva que recobrem as raízes são destruídos pelo processo inflamatório da periodontite e assim a raiz é exposta. A essa sequela da doença periodontal damos o nome de retração gengival ou recessão gengival. Essa é uma condição esteticamente desfavorável principalmente quando afeta os incisivos e caninos superiores – os chamados “dentes da frente” na linguagem popular. Além do comprometimento estético, as raízes expostas podem ser mais sensíveis, pois não possuem a camada de esmalte encontrada na coroa dental.

Exitem algumas técnicas disponíveis para recobrir essas raízes expostas. A indicação de cada técnica depende da forma de tamanho da retração gengival. Nos casos em que foi afetada a região entre os dentes (as papilas dentais) pouco ou nada pode ser feito. O sucesso nesses casos raramente é alcançado. Porém quando houve perda óssea sem envolver as papilas, e que ainda foi preservada uma faixa razoável de gengiva, a técnica mais simples tem sucesso praticamente garantido. Entre esses dois extremos, cada caso traz um percentual mais ou menos previsível de sucesso. Como nós não podemos controlar a forma como o periodonto responderá, os critérios para eleger a melhor técnica devem ser atentamente obedecidos. Porém, antes de qualquer análise de elegibilidade é imprescindível, e talvez o mais importante de tudo, verificar se o paciente “merece” a cirurgia. Coloquei a palavra merece entre aspas porque é uma questão de mérito mesmo! O paciente que coopera com o tratamento aderindo ao programa de higiene proposto merece ser operado. Aquele que descuida da higiene e está sempre voltando com os dentes cobertos por placa não deve ser operado. Além do risco de infecção após a cirurgia, a retração ocorrerá novamente no paciente descuidado. Outro fator importantíssimo é a experiência do Cirurgião Dentista ou do Periodontista. Quanto mais criterioso for o profissional ao eleger o paciente, o dente e a técnica, maiores as chances de sucesso.

As técnicas mais comuns são REPOSICIONAMENTO CORONÁRIO DO RETALHO e REPOSICIONAMENTO CORONÁRIO DO RETALHO COM ENXERTO DE TECIDO CONJUNTIVO. Existem outras técnicas como RETALHO SEMILUNAR, PAPILA DUPLA e DESLIZE LATERAL DO RETALHO.

As técnicas de reposicionamento coronário, retalho semilunar, papila dupla e deslize lateral do retalho são indicadas quando o paciente tem tecido gengival adjacente à retração, sendo possível trazer esse tecido para recobrir a raiz exposta. Quando não há ou há apenas menos que 2 mm de gengiva adjacente a retração, indicamos o reposicionamento coronário do retalho com enxerto de tecido conjuntivo. O enxerto de tecido conjuntivo é obtido do palato (“céu da boca”) do próprio paciente, no momento da cirurgia. Geralmente, a cicatrização do palato é muito boa e muito rápida, em poucas semanas está completamente fechado, mas pode ocorrer necrose da região retardando a cicatrização e trazendo desconforto para o paciente.
Essas cirurgias também podem ser realizadas em pacientes com implantes dentais. Em alguns casos, a gengiva é muito fina e através dela é possível ver os implantes. Nesses casos, o enxerto de conjuntivo pode aumentar a espessura da gengiva e esconder melhor os implantes.

Se você tem retrações gengivais, converse com o seu Cirurgião Dentista ou com o seu Periodontista. Exponha o seu desejo de tentar recobrir as raízes expostas! A estética gengival é importantíssima para a harmonia do sorriso!

Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Antisséptico bucal: qual usar??

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Os antissépticos bucais são encontrados facilmente na forma de bochechos e enxaguatórios em farmácias, mercados e lojas de conveniência. A variedade é enorme, são diversos "sabores" e marcas, com princípios ativos diferentes. Essa vastidão de opções traz a grande dúvida: "Qual o melhor bochecho?".
Na verdade, existem perguntas mais importantes: "Eu preciso usar um antisséptico bucal?" e "Quando eu devo usar o bochecho?". Ao longo do texto responderemos as três questões.

Antes de falarmos sobre as diversas substâncias dos bochechos, quero apenas lembrar que as bactérias que colonizam os dentes se arrajam em uma estrutura organizada, que é resistente a ação de substâncias antissépticas. Respondendo a pergunta "Quando eu devo usar o bochecho?": Quando os seus dentes já estiverem limpos! Aí entra a questão "Eu preciso usar um antisséptico bucal?". "Se os meus dentes já estão limpos por que vou usar antisséptico??" Porque os antissépticos tem um tempo de ação de 30 minutos a 12 horas. Assim, o uso de um bochecho pode retardar a proliferação de bactérias na superfície dos dentes. Sem uma substância química que as impeça, imediatamente após a escovação, as bactérias voltam a colonizar os dentes.

Os bochechos são geralmente indicados por dois motivos. Primeiro, para efetivo controle de placa e segundo para motivar o paciente com o gostinho bom e sensação de boca mais limpa.

Nos casos de pacientes que apresentam doença periodontal e todos aqueles que são submetidos a cirurgias bucais, os bochechos a base de CLOREXIDINA são geralmente indicados para o controle de placa. O digluconato de clorexidina é um antifúngico, bactericida (mata bactérias) e bacteriostático (impede a proliferação de bactérias). A clorexidina é atóxica e não é poluente, sendo o produto de primeira escolha da Organização Mundial de Saúde (World Health Association - WHO). Porém, como toda droga, deve ser usada apenas quando prescrita por um profissional habilitado. O uso prolongado de bochechos a base de clorexidina pode causar alteração do paladar, ou seja, o paciente frequentemente se queixa que o gosto dos alimentos mudou (para pior!). Além disso, o uso prolongado de clorexidina pode causar queimaduras químicas e manchas nos dentes. Apesar de ser um excelente antisséptico, seu uso deve ser restrito àqueles casos em que o seu Cirurgião Dentista recomende.

Como motivadores todos os outros podem ser utilizados. Alguns pacientes gostam muito dos bochechos pela sensação de hálito perfumado e assim escovam os dentes, usam o fio e fazem o bochecho com mais satisfação... Desde que não seja um hábito diário e prolongado, o bochecho pode ser eventualmente introduzido pelo menos como forma inicial de motivação. Eu recomento o uso de produtos SEM ALCOOL na sua fórmula, ou seja aqueles à base de ÁGUA. O acetaldeído liberado pelo álcool é tóxico e pode fazer mal a sua saúde.

As substâncias mais comuns contidas nos bochechos antissépticos são os TRICLOSAN, ÓLEOS ESSENCIAIS e CLORETO DE CETILPIRIDÍNIO.

Os bochechos a base de triclosan geralmente contém álcool em sua formulação porque é praticamente insolúvel em água. O triclosan impede a proliferação de bactérias e os fabricantes garantem um período de 12 horas de ação. Entretanto, o triclosan é considerado poluente e o seu impacto na natureza gera questões ambientais que estão acima do seu poder antisséptico.

Os bochechos à base de óleos essenciais contem mentol, eucaliptol, timol e salicilato de metila. Apesar de considerados eficazes no controle de placa, são menos efetivos que a clorexidina. A vantagem é que não apresentam os efeitos colaterais associados, porém necessitam de álcool em sua composição para dissolver os óleos que são insolúveis em água.

O cloreto de cetilpiridínio é um composto quaternário de amônio catiônico eficaz e tem 3 a 5 horas de ação. É um bom bacteriostático porque interfere na aderência bacteriana. Entretanto, assim como a clorexidina, seu uso prolongado pode manchar os dentes. A grande vantagem é que o cloreto de cetilpiridínio dispensa o álcool na sua composição.

Resumindo: Desde que seja a base de água e que seu uso não seja uma rotina, o bochecho pode ser usado como forma de tornar a higiene oral mais prazerosa!

Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O que causa inflamação na gengiva??

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No "post" anterior foram descritas brevemente as características da gengiva saudável e da gengiva inflamada. Mas imagino que tenha ficado a questão de como o dito acúmulo de alimentos e consequentemente de bactérias irrita a gengiva. Esse "post" talvez exija um pouco da imaginação do leitor por se tratar de algo que não se vê. Faltando paciência e/ou curiosidade para ler até o fim, tenha fé na frase: escove os dentes, use o fio dental e visite o Cirurgião Dentista! ;)

A grosso modo, pode-se dizer que a gengiva recobre e protege o osso que sustenta o dente e, curiosamente, esse osso fica logo abaixo da gengiva. A olho nu, diante do espelho imaginamos que a gengiva está perfeitamente "colada" ao dente. Mas não é exatamente assim. Existe uma "fenda" entre a gengiva e o dente (tecnicamente chamada de sulco gengival). Essa fenda tem normalmente profundidade de 1 a 3 milímetros e pode ser um pouco mais profunda na região entre os dentes. Para seres minúsculos como as bactérias parece um local perfeito para morar!! Cada bactéria mede cerca de 0,2 micrometros (isso é 5 mil vezes menor que 1 milímetro), então pode-se imaginar quantos milhões de bactérias cabem confortavelmente no sulco gengival... Nós levamos essas bactérias à boca quando nos alimentamos, roemos a unha, mordemos objetos etc. A massa de bactérias aderidas ao dente é chamada de placa bacteriana. Para visualizar essa massa raspe (delicadamente) a superficie do dente com um palito descartável ou observe o fio dental depois do uso. No consultório do seu Cirurgião Dentista é possível evidenciar com corantes a placa bacteriana. É uma experiência que pode ser nojenta, mas é certamente enriquecedora e educativa!

As bactérias são seres vivos que se alimentam e se defendem de agressores (nesse caso, caro leitor, você!). Assim, a guerra está instalada: as bactérias na luta pela sobrevivência e a gengiva para remover as bactérias do sulco gengival. A própria estrutura da bactéria irrita a gengiva, mas algumas armas maldosas também são produzidas. A gengiva tem diversos fatores de defesa, não vale a pena listar aqui, é técnico demais, complexo demais, talvez chato demais... A princípio, basta dizer que fazem parte do arsenal da gengiva desde armas pouco sofisticadas (como proteínas) até soldados ferozes e suícidas (como células do sistema imune). Lembrando das características anteriormente descritas de uma gengiva inflamada, o inchaço, a vermelhidão e a secreção são o resultado do recrutamento de armas e soldados para a guerra contra os colonos indesejados.

Mas essa luta é inglória! Essas bactérias ficam protegidas em colônias muito organizadas chamadas tecnicamente de biofilme e as únicas coisas que conseguem desorganizar essas colônias são a escova e o fio dental. Imediatamente após limpar os dentes, as bactérias começam a colonizar o sulco gengival novamente. Toda a boca é banhada pela saliva que espalha as bactérias facilitando o seu transporte, mesmo possuindo também mecanismos de combate. Parece conto da Carochinha mas não é! E a má notícia não para por ai... se por acaso essas colônias absorverem o cálcio da saliva e endurecerem só o dentista consegue remover! A placa bacteriana endurecida é o que chamamos de cálculo dental, popularmente conhecido como "tártaro". Os bochechos da marca que for da preferência de quem usa funcionam e muito bem, desde que os dentes sejam previamente escovados e limpos com o fio dental. As substâncias contidas nos bochechos atrapalham a colonização de bactérias em lugarem limpos, mas não destrói as colônias já organizadas com eficiência suficiente para substituir a escovação. Ao primeiro sinal de inflamação, deve-se ter atenção redobrada durante a higiene do local vermelho ou sangrante. A comprovação disso é antiga! Harald Löe em 1964 fez um experimento interessante: ele solicitou aos seus estudantes de odontologia que parassem de escovar os dentes até que os primeiros sinais de inflamação gengival aparecessem. Entre 10 e 21 dias, todos os seus estudantes apresentaram sinais de gengivite e logo depois ele solicitou que a higiene fosse retomada. Após 7 dias escovando os dentes, todos apresentaram gengiva saudável novamente. Esse talvez seja o único paradigma da Periodontia que não foi quebrado. Se após ler esse "post" ainda pairarem dúvidas acerca da veracidade dessas informações, faça você mesmo o experimento do Dr. Löe: capriche na escovação do local inflamado e depois de 7 dias me envie o seu depoimento!

PS: Para escovar bem os dentes não é necessária força. Use escova macia e movimentos verticais. Nada de machucar a gengiva com escovações desesperadas!


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sábado, 5 de dezembro de 2009

Equilibrio Saúde/Doença

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O equilíbrio entre a saúde e a doença é muito fino e pode ser quebrado a qualquer momento. Ter saúde é fundamental para conseguirmos viver com disposição, trabalhar com prazer, cuidar dos que amamos e enfrentar o ciclo diário. Esse "post" trará informações sobre gengiva saudável e inflamação gengival.

A doença periodontal ou periodontite é uma infecção na gengiva e no osso que sustenta os dentes. Quando a doença se limita a gengiva, chama-se gengivite. Tanto a gengivite como a periodontite são doenças silenciosas e infelizmente o Cirurgião Dentista consegue detectar apenas as sequelas deixadas durante tantos anos despercebida. Essas inflamações são causadas pelo acúmulo de alimentos e consequentemente de bactérias nos dentes. A presença das bactérias "irrita" a gengiva causando a doença. Por isso é importante visitar o Cirurgião Dentista regularmente e, em casa, abrir a boca diante do espelho, se conhecer e se observar. Mas o que procurar? A gengiva saudável é rósea clara (em negros pode ser pigmentada), firme, com textura semelhante a da casca de laranja e contorno em forma de arco. Durante a escovação e uso do fio a gengiva saudável não sangra, não tem mal odor e não tem secreções perceptíveis. A gengiva inflamada é avermelhada e sangra com escova ou fio dental. O odor é fétido e em casos mais avançados é possível observar secreções amareladas. Isso não significa que efetivamente a boca inteira estará nesse estado! Um dente lá do fundo ou um dente difícil de higienizar pode ter uma inflamação localizada e silenciosa. Consulte seu Cirurgião Dentista no primeiro sinal de inflamação. Ele poderá te indicar o tratamento correto e as medidas caseiras para auxiliar o tratamento e manter a saúde. Por hora, a dica é evitar a doença: higiene bucal! Escovar os dentes e usar fio dental são coisas simples do dia-a-dia e talvez por isso sejam tão negligenciados. Na próxima escovação após ler esse "post" preste atenção na sua boca, veja se há algum local inflamado, observe a sua gengiva, use o fio dental e visite o Cirurgião Dentista!

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