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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Artigo Publicado!


É com muita alegria que compartilho com vocês a publicação do nosso artigo! Agradeço a todos os colaboradores!!

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/jcpe.12097/abstract

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Você se comporta bem no Consultório do seu Dentista?


Aviso Importante aos Leitores
O Blog “Saúde Periodontal, Periodontite e Gengivite” mantido pela Cirurgiã Dentista Thais Gonçalves Zillo tem como finalidade esclarecer e educar a população sobre os assuntos Odontológicos de relevante interesse da coletividade. Não visamos autopromoção ou sensacionalismo, preservando a ética e o decoro da profissão, razão pela qual não fornecemos consulta, diagnóstico ou prescrição de tratamento, tampouco emitimos opinião sobre tratamento realizado por terceiros. Destacamos que a Odontologia é uma profissão que se exerce, em benefício da saúde do ser humano e da coletividade, sendo considerada como uma ciência de meios e não de resultado, uma vez que cada paciente possui particularidades que interferem diretamente na técnica empregada pelo Cirurgião Dentista e no sucesso do tratamento executado. Dessa forma, orientamos que havendo dúvidas sobre a sua saúde bucal ou quanto ao seu tratamento odontológico, que seja consultado o seu Cirurgião Dentista.


Tem certeza que você se comporta bem no Consultório Odontológico? Vamos fazer um pequeno teste?
Para cada SIM, some 3 pontos e vamos ver o resultado no final da postagem!

1. Você pede receita de medicamento que o seu médico prescreveu?
Apenas o seu médico pode receitar medicamentos para problemas médicos. Apesar do carimbo do cirugião dentista permitir a prescrição de todo e qualquer medicamento, isso não lhe dá competência para fazê-lo. Se o medicamento terminou, retorne em consulta com o médico, para que ele possa prescrever (ou não) o medicamento para você.

2. Você pede atestado, mesmo quando não precisa se afastar das atividades?
Um atestado fornecido pelo cirurgião dentista é um documento aceito legalmente, portanto deve transmitir a verdade. Não peça atestados falsos, ou inverossímeis! Se for necessário jamais será recusado o direito de obter um atestado, mas caso contrário, o cirurgião dentista poderá (e deverá) negar-se a fornecer esse documento.

3. Você faz comentários desagradáveis na sala de espera?
Por motivos muitas vezes alheios a vontade do cirurgião dentista, seu tratamento pode ter sido incômodo, doloroso, demorado, caro ou tudo junto, mas falar sobre isso na sala de espera pode assustar um paciente que está indo ao consultório pela primeira vez e que não conhece o cirurgião dentista ainda. Sabe o que você acabou de fazer? Levou medo, ansiedade e expectativas ruins para uma pessoa. O que você ganhou com isso? Nada. Seja discreto, se houver alguma insatisfação fale ao seu cirurgião dentista e somente à ele. Particularidades do seu tratamento não devem ser partilhadas na sala de espera com outros pacientes.

4. Você atende o telefone celular durante a consulta?
O cirurgião dentista tem uma agenda, com tempo programado para cada paciente. Se você atende o celular, alguns minutos de consulta são perdidos, podendo se acumular gerando atrasos no atendimento e bagunça na agenda. Deixe seu celular no modo silencioso e evite atender ligações durante a consulta. Desse modo, você coopera com a pontualidade do seu cirurgião dentista.

5. Você chega atrasado à consulta?
Você pode me dizer que nunca é atendido no horário e por isso não se esforça para ser pontual. Normalmente, programa-se a agenda de acordo com o procedimento planejado para cada paciente. Não é raro nos depararmos com imprevistos e o procedimento ser mais demorado que imaginávamos. Isso gera atrasos acumulados com o tempo em que eventualmente esperamos outro paciente chegar. Seja pontual, mesmo que seu cirurgião dentista esteja atrasado com frequencia, chegar no horário pode ajudar a ajustar a agenda e até te colocar no horário anterior ao seu, caso o outro paciente se atrase muito ou falte à consulta. Por falar em faltas...

6. Você falta às consultas?
O maior problema na agenda de um cirurgião dentista é faltas. A agenda fica preenchida, o paciente não comparece e aquele que está precisando do horário não tem como ter sua consulta adiantada.  Claro que imprevistos acontecem, mas se puder avisar que não comparecerá à consulta com antecedência de pelo menos 24 horas, melhor. Assim a agenda pode ser preenchida e os tratamentos agilizados.

7. Você faz da cadeira odontológica um divã de analista? 
Mesmo quando muito educado e atencioso, o cirurgião dentista não é psicólogo, psiquiatra ou analista. Pode ser um bom amigo, mas ele está em horário de trabalho. Se quiser bater um papinho, deixe para o final da consulta e certifique-se que não há ninguém esperando, para não gerar os tão odiados atrasos no atendimento.

8. Você pede aquela famosa "olhadinha" para seu acompanhante?
Aquele tempo da "olhadinha" que você acha que não custa nada para seu cirurgião dentista, custa muito caro. O cirurgião dentista vive de odontologia, ele  tem despesas e paga contas, igual a qualquer outro trabalhador. Para fazer um diagnóstico e planejar um tratamento, o cirurgião dentista estudou e investiu na sua eduação, fazendo cursos e participando de congressos e encontros. Além disso, o consultório tem um custo elevado que é pago pelo cirurgião dentista através da sua produtividade. Além de ser infração ética, essa gratuidade para você gera uma conta que é paga por alguém: seu cirurgião dentista. Agende e pague pela consulta de diagnóstico. O seu cirurgião dentista é um profissional em que você confia, valorize seu trabalho.

9. Você permite que seu filho mexa em tudo no consultório?
Muitas vezes é necessário levar os filhos para o consultório, quando não há alguém para cuidar. Mas é fundamental controlar o comportamento da criança. Não permita que a criança bagunce ou quebre coisas no consultório. Não espere que a secretária, auxiliar ou o próprio cirurgião dentista chame a atenção da criança. Se seu filho for agitado, leve algo para distrai-lo. O ideal é não levar a criança se não houver outro adulto para cuidar.

Agora, some os pontos e vamos ao resultado:

Nenhum Ponto? Parabéns!!!! Você é o paciente-modelo!!
3-9 Pontos: De uma maneira geral, você se comporta bem. Provavelmente não tenha percebido um ou outro comportamento inadequado, mas a partir de hoje vai se esforçar para corrigir, certo?
12-18 Pontos: Tsi tsi tsi... Você não se comporta bem! Mas agora você já sabe o que fazer para se tornar um paciente-modelo, não é mesmo?
21-27 Pontos: Xiii, péssimo, hein?! Vamos rever o comportamento e ajudar o cirurgião dentista a trabalhar de forma tranquila?

Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.




segunda-feira, 23 de julho de 2012

Higiene Bucal no Tratamento Periodontal

Aviso Importante aos Leitores
O Blog “Saúde Periodontal, Periodontite e Gengivite” mantido pela Cirurgiã Dentista Thais Gonçalves Zillo tem como finalidade esclarecer e educar a população sobre os assuntos Odontológicos de relevante interesse da coletividade. Não visamos autopromoção ou sensacionalismo, preservando a ética e o decoro da profissão, razão pela qual não fornecemos consulta, diagnóstico ou prescrição de tratamento, tampouco emitimos opinião sobre tratamento realizado por terceiros. Destacamos que a Odontologia é uma profissão que se exerce, em benefício da saúde do ser humano e da coletividade, sendo considerada como uma ciência de meios e não de resultado, uma vez que cada paciente possui particularidades que interferem diretamente na técnica empregada pelo Cirurgião Dentista e no sucesso do tratamento executado. Dessa forma, orientamos que havendo dúvidas sobre a sua saúde bucal ou quanto ao seu tratamento odontológico, que seja consultado o seu Cirurgião Dentista.

O tratamento periodontal é geralmente iniciado pela etapa mais importante: Orientação de Higiene Bucal. Quase todos os pacientes higienizam a boca com a frequência adequada, de duas a três vezes por dia. Entretanto, a eficiência dessa higiene é baixa e por isso precisamos modificar as técnicas de escovação e corrigir hábitos. Em determinados locais, geralmente os mesmos locais, fatalmente encontramos maior acúmulo de placa, como na região "interna" dos dentes anteriores inferiores e na região externa dos dentes posteriores superiores. Essas regiões coincidem com a saída de dutos salivares e portanto maior exposição ao cálcio e fosfato da saliva e consequentemente, mineralizam mais rapidamente dando origem ao cálculo dental (ver postagem http://drathaisgoncalves.blogspot.com.br/2009/12/ok-mas-o-que-causa-inflamacao-na.html). O grande problema que ainda enfrentamos é inserir o fio dental na rotina diária dos pacientes, que resistem diante do "trabalho" de passar o fio. Mas quando vencida, torna-se quase um vício, pois sentimos a boca muito mais limpa com o uso frequente do fio dental.
Sua gengiva sangra toda vez que você faz " limpeza"? Será que você deu a devida atenção a Orientação de Higiene Bucal que seu dentista te deu? Pois é! De nada adianta realizar "limpeza" a cada 6 meses se o paciente não estiver comprometido com a sua higiene. "- Peraí, você está dizendo que não adianta ir ao dentista a cada 6 meses?". Sim, exatamente! A placa volta a se formar imediatamente, após 48 horas teremos a colonização bacteriana madura novamente e assim a gengiva não vai desinflamar. Se todas as vezes que você vai ao consultório fazer" limpeza" sua gengiva sangra, significa que você não está escovando os dentes e usando fio dental da maneira correta ou na frequencia adequada. Assim, a gengivite se perpetua e a " limpeza" de nada adianta. Valorize a orientação de higiene dada pelo seu dentista, tire dúvidas, pergunte, conheça sua boca! A visita regular ao Cirurgião Dentista é fundamental, pois assim o profissional tem oportunidade de checar a saúde e detectar de forma precoce qualquer alteração. Mas as orientações de higiene devem ser seguidas a risca e para não teremos um acompanhamento da doença e sim manutenção de saúde.
Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Creme dental não trata gengivite!


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O Blog “Saúde Periodontal, Periodontite e Gengivite” mantido pela Cirurgiã Dentista Thais Gonçalves Zillo tem como finalidade esclarecer e educar a população sobre os assuntos Odontológicos de relevante interesse da coletividade. Não visamos autopromoção ou sensacionalismo, preservando a ética e o decoro da profissão, razão pela qual não fornecemos consulta, diagnóstico ou prescrição de tratamento, tampouco emitimos opinião sobre tratamento realizado por terceiros. Destacamos que a Odontologia é uma profissão que se exerce, em benefício da saúde do ser humano e da coletividade, sendo considerada como uma ciência de meios e não de resultado, uma vez que cada paciente possui particularidades que interferem diretamente na técnica empregada pelo Cirurgião Dentista e no sucesso do tratamento executado. Dessa forma, orientamos que havendo dúvidas sobre a sua saúde bucal ou quanto ao seu tratamento odontológico, que seja consultado o seu Cirurgião Dentista.



Esse artigo foi motivado pela indignação. Portanto, peço perdão aos leitores se me exaltar.

Tenho visto muitos comerciais de TV indicando cremes dentais como forma de tratar a gengivite. Não há evidências na literatura atestando a efetividade de creme dental no tratamento de gengivite. Ao contrário, desde quando observou-se que as bactérias que compõem a placa dental ficam organizadas em um massa aderida (chamada de biofilme), com diversas substâncias que lhes conferem proteção, os métodos químicos foram questionados. E descobriu-se que, na presença de biofilme, os métodos químicos NÃO SÃO EFICIENTES no controle da placa bacteriana. Nem mesmo os adorados bochechos são capazes de eliminar a placa. Placa bacteriana é removida por meios MECÂNICOS, como escovação (aí o papel principal é da escova de dentes e do fio dental) e profilaxia profissional com raspagem e polimento dos dentes. Os métodos químicos podem ser muito bem empregados no controle de placa quando os dentes encontram-se limpos, retardando a adesão de bacterias na superfície dos dentes. Ou em casos de impossibilidade de realização da higiene bucal como em pacientes hospitalizados ou com restrições motoras. Os cremes dentais são AUXILIARES da escovação e seu uso ou não nada interfere nos resultados, já que a escova e o fio dental são sufiencientes para completa limpeza dos dentes. E por fim, o cirurgião-dentista é o profissional apto a indicar o tratamento adequado para problemas gengivais, APÓS EXAME CLÍNICO DO PACIENTE, jamais de forma genérica, através da TV.

Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Aumento de Coroa Clínica (ACC)


Aviso Importante aos Leitores
O Blog “Saúde Periodontal, Periodontite e Gengivite” mantido pela Cirurgiã Dentista Thais Gonçalves Zillo tem como finalidade esclarecer e educar a população sobre os assuntos Odontológicos de relevante interesse da coletividade. Não visamos autopromoção ou sensacionalismo, preservando a ética e o decoro da profissão, razão pela qual não fornecemos consulta, diagnóstico ou prescrição de tratamento, tampouco emitimos opinião sobre tratamento realizado por terceiros. Destacamos que a Odontologia é uma profissão que se exerce, em benefício da saúde do ser humano e da coletividade, sendo considerada como uma ciência de meios e não de resultado, uma vez que cada paciente possui particularidades que interferem diretamente na técnica empregada pelo Cirurgião Dentista e no sucesso do tratamento executado. Dessa forma, orientamos que havendo dúvidas sobre a sua saúde bucal ou quanto ao seu tratamento odontológico, que seja consultado o seu Cirurgião Dentista.




Coroa dental é o termo técnico dado a parte do dente que fica visível na boca, sendo a raiz dental a parte que fica dentro do osso. Quando a coroa é parcial ou totalmente destruída, seja por cárie ou fratura, o Cirurgião Dentista pode expor partes do dente removendo cirurgicamente gengiva e osso alveolar. Portanto, o nome da cirurgia dá a sua definição: cirurgia de aumento de coroa clínica! O procedimento em si é feito com uso de bisturi para remoção da gengiva, cinzéis e/ou brocas para remoção de osso quando necessário e a cirurgia pode ser finalizada com suturas (pontos). Eventualmente, o Cirurgião Dentista pode cobrir a ferida com cimento cirúrgico. Podemos discutir o tópico "cimento cirúrgico" posteriormente.

Acredito que o ACC seja a rotina da maioria dos Periodontistas, pois tanto os Protesistas* como os Endodontistas** demandam muito frequentemente esse tipo de cirugia. Eventualmente os Ortodontistas*** também encaminham seus pacientes para o Periodontista melhorar o contorno gengival após o tratamento ortodôntico.

No caso dos Protesistas, a cárie ou uma fratura no dente podem ter destruído demasiadamente a coroa dental. Adicionalmente, o Protesista precisa adequar o dente danificado ao procedimento restaurador proposto e muitas vezes isso requer o desgaste de estrutura saudável. O resultado disso pode ser a perda parcial e até total da coroa dental. Na tentativa de obter um resultado natural mantendo o dente do paciente, o Protesista solicita ao periodontista o ACC. Para isso o Protesista confecciona, dentro do possível, uma restauração provisória - o famoso "provisório". O provisório serve para melhorar a condição gengival pois cárie, fraturas e trincas irritam a gengiva por acumular placa. Além disso é um "recado" para o Periodontista, que consegue entender o "desenho" da restauração final através desse "rabisco" e redefinir a anatomia periodontal de acordo com a necessidade protética. Dessa forma, provisório é provisório! Retorne sempre ao seu Cirurgião Dentista para realizar o procedimento restaurador adequado e "definitivo".

A demanda do Endodontista é muito menos exigente que do Protesista. De uma maneira geral, o Endodontista espera apenas poder isolar o dente apropriadamente, porque sem o isolamento a descontaminação do canal é praticamente impossível! Ai cabe ao Periodontista fazer seu trabalho com esmero, para manter a gengiva saudável durante tempo suficiente para terminar o tratamento de canal e iniciar a prótese. Concluído o canal, pode ser necessário novo ACC... fazer o que, né? Operar de novo! Isso não é razão para criticar o Periodontista. Após o tratamento Endodôntico, será feita uma restauração e dependendo do desenho da prótese ou restauração pode ser preciso expor ainda mais o dente.

A Ortodontia, assim como a Prótese, tem um compromisso estético no qual o Periodontista. O resultado do tratamento ortodôntico pode ser muito mais elegante com a ajuda do periodontista. Dentes perfeitamente posicionados clamam por um contorno gengival perfeito. Aí entra o Periodontista que pode dar contornos gengivais mais harmônicos, devolvendo proporções e simetrias, consequentemente, perfeição.

O ACC pode ser usado ainda para amenizar o chamado sorriso gengival. Nos casos de sorriso gengival, o dente fica escondido por um periodonto volumoso demais, e isso pode ser corrigido pelo ACC. Essa é uma condição que deve ser avaliada criteriosamente, pois nem todos os casos de sorriso gengival podem ser corrigidos cirurgicamente.

É redundante lembrar que a cooperação do paciente é fundamental. Os cuidados de higiene devem ser mantidos rigorosamente, pois o sucesso da cirurgia, assim como de todo e qualquer tratamento periodontal, depende da manutenção da saúde da gengiva, sempre livre do acúmulo de placa.

*Cirurgiões Dentistas especialistas, que realizam reabilitações através de próteses dentais
**Cirurgiões Dentistas especialistas que tratam o canal radicular
***Cirurgiões Dentistas especialistas que corrigem o mal posicionamento dental através de aparelhos ortodônticos


Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

Tratamento Periodontal

Aviso Importante aos Leitores
O Blog “Saúde Periodontal, Periodontite e Gengivite” mantido pela Cirurgiã Dentista Thais Gonçalves Zillo tem como finalidade esclarecer e educar a população sobre os assuntos Odontológicos de relevante interesse da coletividade. Não visamos autopromoção ou sensacionalismo, preservando a ética e o decoro da profissão, razão pela qual não fornecemos consulta, diagnóstico ou prescrição de tratamento, tampouco emitimos opinião sobre tratamento realizado por terceiros. Destacamos que a Odontologia é uma profissão que se exerce, em benefício da saúde do ser humano e da coletividade, sendo considerada como uma ciência de meios e não de resultado, uma vez que cada paciente possui particularidades que interferem diretamente na técnica empregada pelo Cirurgião Dentista e no sucesso do tratamento executado. Dessa forma, orientamos que havendo dúvidas sobre a sua saúde bucal ou quanto ao seu tratamento odontológico, que seja consultado o seu Cirurgião Dentista.



Eu imagino que deve ser difícil para um paciente entender qual o valor de uma "limpeza", o tempo que se leva, demorar tantas consultas e ainda terminar em cirurgia!! Por isso esse "post" tem o intuito de instruir o paciente que necessita de tratamento periodontal.

Basicamente, tanto a gengivite como a periodontite são causadas pela presença de bactérias na superfície do dente. Logicamente, o tratamento é remover essas bactérias. A diferença é o quanto essa "limpeza" se aprofunda dentro da "fenda" entre a gengiva e o dente.

Nos casos de gengivite, as bactérias e o cálculo dental ficam depositados apenas na porção do dente que nós conseguimos ver, o que chamamos de supragengival (ou seja, acima da margem da gengiva). Na periodontite, os depositos de bactéria e cálculo ficam, geralmente, tanto supragengival como abaixo da margem da gengiva (subgengival) e por essa característica que temos tratamentos diferentes.

Para tratar a gengivite e remover os depósitos supragengivais, geralmente os Cirurgiões Dentistas indicam como tratamento um programa de educação e higiene dental, associado a profilaxia profissional. Esse programa inclui sessões onde o profissional fornece educação em saúde bucal, ensinando o paciente a higienizar a boca (escovar dentes, usar fio, limpar a língua), instruindo sobre condições de saúde geral e habitos como o fumo, e remove a placa e o cálculo supragengival utilizando aparelhos como ultrasson, jato de bicarbonato, escovinha acoplada a peça de mão e instrumentos de raspagem manual como curetas e foices. Além disso, o Cirurgião Dentista pode propor retornos para reforçar as instruções de higiene, avaliar a eficiência dos cuidados caseiros e fazer novas profilaxias quando necessário. É de suma importância cumprir a agenda determinada pelo Cirurgião Dentista para que a saúde seja monitorada de acordo com a necessidade.

Para tratar a periodontite o Cirurgião Dentista precisa de todas as estratégias do tratamento de gengivite e muito mais conhecimento técnico e habilidade. Os depósitos subgengivais se espalham pela superfície das raízes do dente e da mesma forma que os depósitos supragengivais, precisam ser removidos. O procedimento de remoção dos depósitos se chama raspagem e alisamento radicular e o número de sessões depende da severidade da doença e número de dentes afetados. A anatomia das raízes dentais nem sempre é favorável à raspagem e frequentemente o acesso é muito difícil. O Cirurgião Dentista precisa de muita habilidade para raspar e ainda assim alguns locais de alguns dentes não desinflamam e, eventualmente, uma cirurgia de acesso a essa raiz é necessária. Alguns dentes tem duas ou mais raizes e quando a perda óssea atinge essa porção entre as raízes chamamos de lesão de furca. Geralmente, as lesões de furca são as áreas que não respondem bem ao tratamento. E depende muito do grau de lesão para escolher o tratamento mais adequado, desde um simples acesso para visualizar a região até técnicas radicais como amputação de uma das raízes. Em casos extremos, a extração do dente pode ser indicada por já não ter mais suporte ósseo devido ao avanço da doença.

Baseados nos mesmos princípios de remoção dos depósitos bacterianos, existem vários métodos e técnicas para tratar periodontite. Eu não ficaria surpresa se um paciente fosse examinado por 5 dentistas e cada um deles apresentasse um planejamento diferente. A escolha do melhor tratamento depende muito do estado de saúde do paciente e da habilidade e experiencia de cada periodontista. A única coisa que não muda é a necessidade do paciente aderir ao tratamento proposto. Modificar o comportamento do paciente é muitas vezes o maior desafio para o Cirurgião Dentista, que precisa da cooperação do paciente para restabelecer a saúde periodontal. No dia-a-dia o paciente deve seguir as instruções do Cirurgião Dentista para evitar novas inflamações e permitir o reparo das áreas lesadas pela doença. Por isso, a adesão do paciente ao tratamento é o fator mais importante para o sucesso!


Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

Meu dentista disse que eu tenho "perda óssea"!

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Alguns pacientes se apavoram ao ouvir a frase "você está com perda óssea". Outros nem se abalam, por não terem a menor noção do que essa frase quer dizer. Nesse "post" tentaremos esclarecer o real significado da expressão "perda óssea" tão usada pelos Cirurgiões Dentistas.

O dente fica inserido em uma cavidade ossea (chamada alvéolo) e preso ao osso por ligamentos fininhos. Logo acima desse osso fica a gengiva. Vamos lembrar de todo aquele processo de desenvolvimento da gengivite... Se as bactérias não forem removidas a irritação da gengiva não é cessada e pode progredir. Então imagine que a gengiva irritada, inflamada, vermelha, sangrante produz uma série de substâncias para eliminar as bactérias. Essas substâncias obviamente agridem as bactérias, mas também agridem o osso que fica abaixo da gengiva. O osso inflamado incia um processo de degradação que é mantido pela inflamação. Assim, o osso que sustenta o dente perde altura e o dente perde sua sustentação aumentando sua mobilidade. Em termos populares, o dente fica "mole" e isso é o que chamamos de perda óssea. Esse processo é acompanhado por sangramento espontaneo, ou durante a higiene e alimentação. Geralmente consegue-se perceber que a gengiva retrai, expondo a raiz do dente que não é vista em condições saudáveis. Os pacientes dizem que o dente "cresceu", porque com a perda em altura dessa cavidade óssea onde o dente se insere, juntamente com a mobilidade ocorre a saída parcial do dente do alvéolo e ainda a exposição da raiz do dente pela retração da gengiva. Esse é um quadro muito desagradável para os pacientes, além de comprometer a estética (imagine um dente mole, com gengiva inflamada, coberto de cálculo e placa bacteriana), o odor é horrivel, comprometendo também o convívio social!
Essa é uma condição indolor, a não ser que o paciente seja alertado por algum amigo ou parente sobre seu mal-hálito, ou que o Cirurgião Dentista dê o diagnóstico, dificilmente esse paciente se queixará antes de perder um dente por falta de suporte ósseo!

Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Trabalho premiado no CIOSP - Centenário da APCD

Com muita alegria, compartilho com os leitores do Blog:

http://www.odonto1.com/noticia.asp?id=469

Obrigada aos colaboradores do trabalho (Lívia S Pugliese, Ana Carolina Monteiro, Raphael G Fonseca, Carla Cristina Squaiella, Ieda Longo-Maugéri, José Daniel Lopes, Suzana M Oliveira), obrigada ao Prof João Bosco Pesquero! Obrigada a todos que contribuiram de alguma forma!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Terapia Periodontal de Suporte (TPS) - Manutenção de Saúde

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O tratamento das doenças periodontais é feito em etapas, sendo a primeira delas a chamada "terapia básica" e a última é a "terapia periodontal de suporte". A terapia básica engloba a instrução de higiene bucal e correção de hábitos indesejáveis, remoção do cálculo dental, polimento do dente, remoção de fatores que favorecem o acúmulo de placa e ajuste da mordida. Nessa etapa, o Cirurgião Dentista pode ainda conscientizar o paciente da sua responsabilidade em manter os dentes limpos, se comprometendo com a higiene. Depois de concluida a etapa básica, eventualmente podem ser necessárias sessões complementares de raspagem ou mesmo cirurgias para acesso às raízes ou para correção de defeitos gengivais, essa é a chamada "terapia cirúrgica". A terapia periodontal de suporte (TPS) é a etapa onde o objetivo é MANTER SAÚDE. Essa é a etapa na qual o paciente é monitorado e orientado periodicamente. Caso algum local apresente nova inflamação, o diagnóstico precoce feito na TPS e a rápida intervenção impede progressão de bolsas e perda óssea. A forma como a TPS é conduzida varia muito de profissional para profissional, mas geralmente é feito novo exame, remoção de cálculo e placa e reforço das orientações de higiene. Se necessário, pode ser retomada a terapia básica ou mesmo indicar a terapia cirúrgica. A periodicidade também varia, de acordo com a necessidade, pode ser mensal, bimestral, trimestral, semestral ou até mesmo anual. Isso depende de alguns fatores, como dignóstico inicial e comprometimento do paciente com a higiene. O paciente em TPS pode realizar tratamento ortodôntico, implantes, reabilitações protéticas e tratamento estéticos diversos. Dessa forma, a TPS permite que a doença periodontal seja controlada, evitando assim progressão das perdas ósseas e novas perdas dentais!

Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Prevenindo Infecções associadas aos cuidados da saúde (IACS)

Caros leitores do Blog,

A Kimberly-Clark Health Care está na luta contra as IACS (Infecções Associadas aos Cuidados de Saúde). Recomendo a leitura do material, está didádico e de fácil visualização!

Aparentemente, os dentistas nada teriam a ver com infecções hospitalares, mas isso está longe de ser verdade. Infecções orais como a periodontite podem ser uma das causas de pneumonia associada a ventilação mecânica em pacientes intubados. Dificilmente pacientes em sedação profunda, coma ou em estado grave realizam adaquadamente a higiene bucal. Portanto, a manutenção da saúde bucal faz parte da prevenção de infecções hospitalares. Além disso, o próprio dentista pode ser vetor de infecções como hepatite B e HIV. Fique atento às condições de higiene do consultório. Certifique-se que todo material é esterilizado, se não há resíduos de outros atendimentos e se os descartáveis estão sendo de fato descartados e não reutilizados. Verifique também se o seu dentista lava as mãos!

Vamos aderir a essa campanha!



domingo, 15 de agosto de 2010

Abscesso Periocoronário - Pericoronarite

Aviso Importante aos Leitores
O Blog “Saúde Periodontal, Periodontite e Gengivite” mantido pela Cirurgiã Dentista Thais Oliveira Gonçalves tem como finalidade esclarecer e educar a população sobre os assuntos Odontológicos de relevante interesse da coletividade. Não visamos autopromoção ou sensacionalismo, preservando a ética e o decoro da profissão, razão pela qual não fornecemos consulta, diagnóstico ou prescrição de tratamento, tampouco emitimos opinião sobre tratamento realizado por terceiros. Destacamos que a Odontologia é uma profissão que se exerce, em benefício da saúde do ser humano e da coletividade, sendo considerada como uma ciência de meios e não de resultado, uma vez que cada paciente possui particularidades que interferem diretamente na técnica empregada pelo Cirurgião Dentista e no sucesso do tratamento executado. Dessa forma, orientamos que havendo dúvidas sobre a sua saúde bucal ou quanto ao seu tratamento odontológico, que seja consultado o seu Cirurgião Dentista.



A erupção dos terceiros molares, ou "o nascimento dos dentes do siso", é um evento aguardado com uma mistura de medo e curiosidade! Por serem os últimos dentes a se deservolverem, temos sinais da sua existência entre os 15 e 25 anos de idade na maioria das pessoas. Também por serem os últimos, geralmente não há espaço na boca para eles e aí começam os problemas. Algumas pessoas precisam ser submetidas a remoção desses dentes que não nasceram. Eles podem ficar totalmente "submersos", dentro do osso, ou podem sair parcialmente. Os dentes do siso que erupcionam parcialmente costumam proporcionar incômodos diversos, como alimentos retidos, dor e trismo (dificuldade para abrir a boca). Além disso, como estão parcialmente expostos, eventualmente uma camada de gengiva pode cobrir-lhes, criando um novo nicho para bactérias.

Resíduos alimentares como casquinha de pipoca, semente de morango, cascas de frutas etc podem se alojar no espaço entre a gengiva e a coroa de um terceiro molar parcialmente irrompido. A dificuldade de higienizar os sisos perimitirá o crescimento de bactérias e a formação do que chamamos de abscesso pericoronário ou pericoronarite - ou seja inflamação nos tecidos em volta da coroa dental. Dor intensa, inchaço local, inchaço da face, trismo e em alguns casos febre e prostração são os sinais mais comuns de pericoronarite. Nesses casos, o Cirurgião Dentista deve ser consultado em caráter de urgência. O tratamento é basicamente local com drenagem do pus que se forma, limpeza da região e indicação de analgésicos/antinflamatórios para aliviar a dor. Em alguns casos, quando há febre e inchaço da face, pode-se indicar antibióticos. Após melhora, quando a região estiver com sinais de saúde, é rigorosamente indicado a remoção da capa de gengiva ou a extração do dente do siso para evitar futuros abscessos.

Contra pericoronarite é inútil a administração de medicamentos sem o tratamento local. A causa do abscesso se encontra abaixo da gengiva que cobre a coroa do dente e deve ser removida. Portanto NEM PENSE EM AUTOMEDICAÇÃO. Procure o Cirurgião Dentista!

Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Apinhamento dental

Aviso Importante aos Leitores
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O apinhamento dental é uma condição relativamente comum, na qual os dentes se posicionam de forma inadequada pela falta de espaço. Popularmente ouvimos termos como dentes tortos ou montados. É muito comum na região anterior inferior (dentes da frente de baixo), principalmente durante a transição entre os dentes decíduos (ou dentes de leite) e os dentes permanentes porque a mandíbula da criança ainda é pequena em relação aos dentes permanentes que a acompanharão durante a vida adulta. Em muitos casos, quando a dentição permanente está completa e a mandíbula também completou seu crescimento, o apinhamento dental se resolve e os dentes ficam alinhados no arco dentário. Mas, eventualmente, a falta de espaço permanece e os transtornos também! Além de ser esteticamente desfavorável, não é fácil limpar os dentes apinhados. Nessa região de incisivos inferiores também já é comum o acúmulo de cálculo dental (chamado de tártaro na linguagem popular) e frequentemente observamos inflamação gengival. O apinhamento de dentes posteriores dificulta da mesma forma a higiene porque já não são facilmente visualizados pelos pacientes em condições normais, apinhados fica quase impossível limpar. O uso do fio dental é praticamente uma tortura e a escova não alcança toda a superfície dos dentes apinhados. Se você notou que seus dentes estão tortos ou desalinhados, consulte o ortodontista. O tratamento ortodôntico (aparelhos) posiciona os dentes corretamente e com alinhamento dos dentes a higiene é facilitada prevenindo doenças gengivais!

Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Escova de dentes: qual a melhor?

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A nossa rotina diária inclui a escovação dental, mas muitas pessoas ainda não sabem escolher a melhor escova. Saber escolher a escova correta é tão importamente quanto escovar corretamente os dentes. Esse "post" pode te ajudar a escolher a melhor escova:

A textura e qualidade das cerdas são importantes para evitar danos a gengiva e ao dente. Comumente vejo pacientes com higiene oral boa, mas com lesões causadas pela escovação! As escovas de cerdas médias e duras geram o desgaste da superficie dental e aparecimento de retrações gengivais. A mesma escova tão importante para manter os dentes limpos pode ser a vilã da história. Por isso é importante que a escova tenha CERDAS MACIAS e arredondadas, bem polidas. Se você usa próteses dentais a grampo removíveis (popularmente chamada de Roach) ou prótese total em acrílico em um dos arcos, remova a sua prótese para escovar os dentes e use duas escovas, uma escova macia para seus dentes e uma escova dura ou média para limpar a prótese.

As cerdas tendem a deformar com o uso, ao sinal de deformação troque a sua escova. O tempo médio de deformação é de 3 meses, mas em alguns casos em apenas 1 mês a escova se encontra totalmente deformada, devendo ser trocada.

O tamanho e formato da cabeça da escova também são muito importantes. As escovas com cabeça grande geralmente impedem a limpeza da região posterior da boca, principalmente atrás do último dente. Assim, quando mais delicada for a cabeça da escova, melhor. Escolha uma escova de CABEÇA PEQUENA. Algumas marcas atribuem número a escova. Nesses casos, a escova de cabeça pequena é a de número 30.

Para os pacientes em tratamento periodontal, exite a ESCOVA UNITUFO (ou bitufo), que tem a cabeça bem pequena e apenas um tufo de cerdas. Essa escova é excelente para limpar regiões de furca, raízes expostas e a região atrás do último dente. Ainda para os pacientes periodontais, pode ser indicada a ESCOVA INTERDENTAL, muito boa para limpar a região entre os dentes muito afastados e as áreas entre a gengiva e os dentes de próteses fixas.

Existem ainda escovas especiais. A escova para pacientes em tratamento ortodôntico tem um formato que facilita o encaixe nos brackets do aparelho, removendo a placa tanto dos dentes como do aparelho. Para os pacientes que passaram por cirurgias bucais, existem também escovas extra-macias, pouco traumáticas mas eficientes para limpeza de regiões recém-operadas.

As escovas elétricas também tem indicação precisa. Para pacientes com dificuldades motoras, a escova elétrica é indicada e funciona muito bem. Para pessoas sem motivação, que não gostam de escovar os dentes pode ser um "briquedinho" atraente, mas não é verdade que a eficiência da escova elétrica supera a escova convencional para pessoas com capacidade motora normal.

Na hora de escolher a sua escova leve também em consideração o preço. O fato é que escovas caríssimas e desenvolvidas com "alta tecnologia", da mesma forma que as escovas elétricas, são "brinquedinhos" ótimos para quem não gosta de escovar os dentes, mas não trazem benefícios adicionais. A escova comum faz o seu papel perfeitamente quando utilizada da maneira correta.

Lembrando... uma boa escovação não dispensa o uso do fio dental! Visite seu Cirurgião Dentista regularmente para garantir saúde!

Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Recobrimento Radicular

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A queixa mais comum dos pacientes que sofrem de periodontite é a raiz exposta resultante da perda óssea. A expressão mais usadas pelos pacientes é “meu dente cresceu”. De fato o dente pode sair do osso alguns milímetros, o suficiente para ser percebido. Porém, mais frequentemente o osso e a gengiva que recobrem as raízes são destruídos pelo processo inflamatório da periodontite e assim a raiz é exposta. A essa sequela da doença periodontal damos o nome de retração gengival ou recessão gengival. Essa é uma condição esteticamente desfavorável principalmente quando afeta os incisivos e caninos superiores – os chamados “dentes da frente” na linguagem popular. Além do comprometimento estético, as raízes expostas podem ser mais sensíveis, pois não possuem a camada de esmalte encontrada na coroa dental.

Exitem algumas técnicas disponíveis para recobrir essas raízes expostas. A indicação de cada técnica depende da forma de tamanho da retração gengival. Nos casos em que foi afetada a região entre os dentes (as papilas dentais) pouco ou nada pode ser feito. O sucesso nesses casos raramente é alcançado. Porém quando houve perda óssea sem envolver as papilas, e que ainda foi preservada uma faixa razoável de gengiva, a técnica mais simples tem sucesso praticamente garantido. Entre esses dois extremos, cada caso traz um percentual mais ou menos previsível de sucesso. Como nós não podemos controlar a forma como o periodonto responderá, os critérios para eleger a melhor técnica devem ser atentamente obedecidos. Porém, antes de qualquer análise de elegibilidade é imprescindível, e talvez o mais importante de tudo, verificar se o paciente “merece” a cirurgia. Coloquei a palavra merece entre aspas porque é uma questão de mérito mesmo! O paciente que coopera com o tratamento aderindo ao programa de higiene proposto merece ser operado. Aquele que descuida da higiene e está sempre voltando com os dentes cobertos por placa não deve ser operado. Além do risco de infecção após a cirurgia, a retração ocorrerá novamente no paciente descuidado. Outro fator importantíssimo é a experiência do Cirurgião Dentista ou do Periodontista. Quanto mais criterioso for o profissional ao eleger o paciente, o dente e a técnica, maiores as chances de sucesso.

As técnicas mais comuns são REPOSICIONAMENTO CORONÁRIO DO RETALHO e REPOSICIONAMENTO CORONÁRIO DO RETALHO COM ENXERTO DE TECIDO CONJUNTIVO. Existem outras técnicas como RETALHO SEMILUNAR, PAPILA DUPLA e DESLIZE LATERAL DO RETALHO.

As técnicas de reposicionamento coronário, retalho semilunar, papila dupla e deslize lateral do retalho são indicadas quando o paciente tem tecido gengival adjacente à retração, sendo possível trazer esse tecido para recobrir a raiz exposta. Quando não há ou há apenas menos que 2 mm de gengiva adjacente a retração, indicamos o reposicionamento coronário do retalho com enxerto de tecido conjuntivo. O enxerto de tecido conjuntivo é obtido do palato (“céu da boca”) do próprio paciente, no momento da cirurgia. Geralmente, a cicatrização do palato é muito boa e muito rápida, em poucas semanas está completamente fechado, mas pode ocorrer necrose da região retardando a cicatrização e trazendo desconforto para o paciente.
Essas cirurgias também podem ser realizadas em pacientes com implantes dentais. Em alguns casos, a gengiva é muito fina e através dela é possível ver os implantes. Nesses casos, o enxerto de conjuntivo pode aumentar a espessura da gengiva e esconder melhor os implantes.

Se você tem retrações gengivais, converse com o seu Cirurgião Dentista ou com o seu Periodontista. Exponha o seu desejo de tentar recobrir as raízes expostas! A estética gengival é importantíssima para a harmonia do sorriso!

Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Antisséptico bucal: qual usar??

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Os antissépticos bucais são encontrados facilmente na forma de bochechos e enxaguatórios em farmácias, mercados e lojas de conveniência. A variedade é enorme, são diversos "sabores" e marcas, com princípios ativos diferentes. Essa vastidão de opções traz a grande dúvida: "Qual o melhor bochecho?".
Na verdade, existem perguntas mais importantes: "Eu preciso usar um antisséptico bucal?" e "Quando eu devo usar o bochecho?". Ao longo do texto responderemos as três questões.

Antes de falarmos sobre as diversas substâncias dos bochechos, quero apenas lembrar que as bactérias que colonizam os dentes se arrajam em uma estrutura organizada, que é resistente a ação de substâncias antissépticas. Respondendo a pergunta "Quando eu devo usar o bochecho?": Quando os seus dentes já estiverem limpos! Aí entra a questão "Eu preciso usar um antisséptico bucal?". "Se os meus dentes já estão limpos por que vou usar antisséptico??" Porque os antissépticos tem um tempo de ação de 30 minutos a 12 horas. Assim, o uso de um bochecho pode retardar a proliferação de bactérias na superfície dos dentes. Sem uma substância química que as impeça, imediatamente após a escovação, as bactérias voltam a colonizar os dentes.

Os bochechos são geralmente indicados por dois motivos. Primeiro, para efetivo controle de placa e segundo para motivar o paciente com o gostinho bom e sensação de boca mais limpa.

Nos casos de pacientes que apresentam doença periodontal e todos aqueles que são submetidos a cirurgias bucais, os bochechos a base de CLOREXIDINA são geralmente indicados para o controle de placa. O digluconato de clorexidina é um antifúngico, bactericida (mata bactérias) e bacteriostático (impede a proliferação de bactérias). A clorexidina é atóxica e não é poluente, sendo o produto de primeira escolha da Organização Mundial de Saúde (World Health Association - WHO). Porém, como toda droga, deve ser usada apenas quando prescrita por um profissional habilitado. O uso prolongado de bochechos a base de clorexidina pode causar alteração do paladar, ou seja, o paciente frequentemente se queixa que o gosto dos alimentos mudou (para pior!). Além disso, o uso prolongado de clorexidina pode causar queimaduras químicas e manchas nos dentes. Apesar de ser um excelente antisséptico, seu uso deve ser restrito àqueles casos em que o seu Cirurgião Dentista recomende.

Como motivadores todos os outros podem ser utilizados. Alguns pacientes gostam muito dos bochechos pela sensação de hálito perfumado e assim escovam os dentes, usam o fio e fazem o bochecho com mais satisfação... Desde que não seja um hábito diário e prolongado, o bochecho pode ser eventualmente introduzido pelo menos como forma inicial de motivação. Eu recomento o uso de produtos SEM ALCOOL na sua fórmula, ou seja aqueles à base de ÁGUA. O acetaldeído liberado pelo álcool é tóxico e pode fazer mal a sua saúde.

As substâncias mais comuns contidas nos bochechos antissépticos são os TRICLOSAN, ÓLEOS ESSENCIAIS e CLORETO DE CETILPIRIDÍNIO.

Os bochechos a base de triclosan geralmente contém álcool em sua formulação porque é praticamente insolúvel em água. O triclosan impede a proliferação de bactérias e os fabricantes garantem um período de 12 horas de ação. Entretanto, o triclosan é considerado poluente e o seu impacto na natureza gera questões ambientais que estão acima do seu poder antisséptico.

Os bochechos à base de óleos essenciais contem mentol, eucaliptol, timol e salicilato de metila. Apesar de considerados eficazes no controle de placa, são menos efetivos que a clorexidina. A vantagem é que não apresentam os efeitos colaterais associados, porém necessitam de álcool em sua composição para dissolver os óleos que são insolúveis em água.

O cloreto de cetilpiridínio é um composto quaternário de amônio catiônico eficaz e tem 3 a 5 horas de ação. É um bom bacteriostático porque interfere na aderência bacteriana. Entretanto, assim como a clorexidina, seu uso prolongado pode manchar os dentes. A grande vantagem é que o cloreto de cetilpiridínio dispensa o álcool na sua composição.

Resumindo: Desde que seja a base de água e que seu uso não seja uma rotina, o bochecho pode ser usado como forma de tornar a higiene oral mais prazerosa!

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O que causa inflamação na gengiva??

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No "post" anterior foram descritas brevemente as características da gengiva saudável e da gengiva inflamada. Mas imagino que tenha ficado a questão de como o dito acúmulo de alimentos e consequentemente de bactérias irrita a gengiva. Esse "post" talvez exija um pouco da imaginação do leitor por se tratar de algo que não se vê. Faltando paciência e/ou curiosidade para ler até o fim, tenha fé na frase: escove os dentes, use o fio dental e visite o Cirurgião Dentista! ;)

A grosso modo, pode-se dizer que a gengiva recobre e protege o osso que sustenta o dente e, curiosamente, esse osso fica logo abaixo da gengiva. A olho nu, diante do espelho imaginamos que a gengiva está perfeitamente "colada" ao dente. Mas não é exatamente assim. Existe uma "fenda" entre a gengiva e o dente (tecnicamente chamada de sulco gengival). Essa fenda tem normalmente profundidade de 1 a 3 milímetros e pode ser um pouco mais profunda na região entre os dentes. Para seres minúsculos como as bactérias parece um local perfeito para morar!! Cada bactéria mede cerca de 0,2 micrometros (isso é 5 mil vezes menor que 1 milímetro), então pode-se imaginar quantos milhões de bactérias cabem confortavelmente no sulco gengival... Nós levamos essas bactérias à boca quando nos alimentamos, roemos a unha, mordemos objetos etc. A massa de bactérias aderidas ao dente é chamada de placa bacteriana. Para visualizar essa massa raspe (delicadamente) a superficie do dente com um palito descartável ou observe o fio dental depois do uso. No consultório do seu Cirurgião Dentista é possível evidenciar com corantes a placa bacteriana. É uma experiência que pode ser nojenta, mas é certamente enriquecedora e educativa!

As bactérias são seres vivos que se alimentam e se defendem de agressores (nesse caso, caro leitor, você!). Assim, a guerra está instalada: as bactérias na luta pela sobrevivência e a gengiva para remover as bactérias do sulco gengival. A própria estrutura da bactéria irrita a gengiva, mas algumas armas maldosas também são produzidas. A gengiva tem diversos fatores de defesa, não vale a pena listar aqui, é técnico demais, complexo demais, talvez chato demais... A princípio, basta dizer que fazem parte do arsenal da gengiva desde armas pouco sofisticadas (como proteínas) até soldados ferozes e suícidas (como células do sistema imune). Lembrando das características anteriormente descritas de uma gengiva inflamada, o inchaço, a vermelhidão e a secreção são o resultado do recrutamento de armas e soldados para a guerra contra os colonos indesejados.

Mas essa luta é inglória! Essas bactérias ficam protegidas em colônias muito organizadas chamadas tecnicamente de biofilme e as únicas coisas que conseguem desorganizar essas colônias são a escova e o fio dental. Imediatamente após limpar os dentes, as bactérias começam a colonizar o sulco gengival novamente. Toda a boca é banhada pela saliva que espalha as bactérias facilitando o seu transporte, mesmo possuindo também mecanismos de combate. Parece conto da Carochinha mas não é! E a má notícia não para por ai... se por acaso essas colônias absorverem o cálcio da saliva e endurecerem só o dentista consegue remover! A placa bacteriana endurecida é o que chamamos de cálculo dental, popularmente conhecido como "tártaro". Os bochechos da marca que for da preferência de quem usa funcionam e muito bem, desde que os dentes sejam previamente escovados e limpos com o fio dental. As substâncias contidas nos bochechos atrapalham a colonização de bactérias em lugarem limpos, mas não destrói as colônias já organizadas com eficiência suficiente para substituir a escovação. Ao primeiro sinal de inflamação, deve-se ter atenção redobrada durante a higiene do local vermelho ou sangrante. A comprovação disso é antiga! Harald Löe em 1964 fez um experimento interessante: ele solicitou aos seus estudantes de odontologia que parassem de escovar os dentes até que os primeiros sinais de inflamação gengival aparecessem. Entre 10 e 21 dias, todos os seus estudantes apresentaram sinais de gengivite e logo depois ele solicitou que a higiene fosse retomada. Após 7 dias escovando os dentes, todos apresentaram gengiva saudável novamente. Esse talvez seja o único paradigma da Periodontia que não foi quebrado. Se após ler esse "post" ainda pairarem dúvidas acerca da veracidade dessas informações, faça você mesmo o experimento do Dr. Löe: capriche na escovação do local inflamado e depois de 7 dias me envie o seu depoimento!

PS: Para escovar bem os dentes não é necessária força. Use escova macia e movimentos verticais. Nada de machucar a gengiva com escovações desesperadas!


Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Equilibrio Saúde/Doença

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O Blog “Saúde Periodontal, Periodontite e Gengivite” mantido pela Cirurgiã Dentista Thais Oliveira Gonçalves tem como finalidade esclarecer e educar a população sobre os assuntos Odontológicos de relevante interesse da coletividade. Não visamos autopromoção ou sensacionalismo, preservando a ética e o decoro da profissão, razão pela qual não fornecemos consulta, diagnóstico ou prescrição de tratamento, tampouco emitimos opinião sobre tratamento realizado por terceiros. Destacamos que a Odontologia é uma profissão que se exerce, em benefício da saúde do ser humano e da coletividade, sendo considerada como uma ciência de meios e não de resultado, uma vez que cada paciente possui particularidades que interferem diretamente na técnica empregada pelo Cirurgião Dentista e no sucesso do tratamento executado. Dessa forma, orientamos que havendo dúvidas sobre a sua saúde bucal ou quanto ao seu tratamento odontológico, que seja consultado o seu Cirurgião Dentista.



O equilíbrio entre a saúde e a doença é muito fino e pode ser quebrado a qualquer momento. Ter saúde é fundamental para conseguirmos viver com disposição, trabalhar com prazer, cuidar dos que amamos e enfrentar o ciclo diário. Esse "post" trará informações sobre gengiva saudável e inflamação gengival.

A doença periodontal ou periodontite é uma infecção na gengiva e no osso que sustenta os dentes. Quando a doença se limita a gengiva, chama-se gengivite. Tanto a gengivite como a periodontite são doenças silenciosas e infelizmente o Cirurgião Dentista consegue detectar apenas as sequelas deixadas durante tantos anos despercebida. Essas inflamações são causadas pelo acúmulo de alimentos e consequentemente de bactérias nos dentes. A presença das bactérias "irrita" a gengiva causando a doença. Por isso é importante visitar o Cirurgião Dentista regularmente e, em casa, abrir a boca diante do espelho, se conhecer e se observar. Mas o que procurar? A gengiva saudável é rósea clara (em negros pode ser pigmentada), firme, com textura semelhante a da casca de laranja e contorno em forma de arco. Durante a escovação e uso do fio a gengiva saudável não sangra, não tem mal odor e não tem secreções perceptíveis. A gengiva inflamada é avermelhada e sangra com escova ou fio dental. O odor é fétido e em casos mais avançados é possível observar secreções amareladas. Isso não significa que efetivamente a boca inteira estará nesse estado! Um dente lá do fundo ou um dente difícil de higienizar pode ter uma inflamação localizada e silenciosa. Consulte seu Cirurgião Dentista no primeiro sinal de inflamação. Ele poderá te indicar o tratamento correto e as medidas caseiras para auxiliar o tratamento e manter a saúde. Por hora, a dica é evitar a doença: higiene bucal! Escovar os dentes e usar fio dental são coisas simples do dia-a-dia e talvez por isso sejam tão negligenciados. Na próxima escovação após ler esse "post" preste atenção na sua boca, veja se há algum local inflamado, observe a sua gengiva, use o fio dental e visite o Cirurgião Dentista!

Na Odontologia, em todas as suas áreas (especialidades), existem inúmeras técnicas de tratamento que podem ser indicadas para o mesmo caso dependendo tão somente das condições de saúde bucal do paciente, diagnóstico do profissional e técnicas com que o mesmo trabalha.